sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Motive-se! Apaixone-se!

Lembro-me perfeitamente de quando fazia parte do grupo de jovens de minha congregação, era bastante entusiasmado para as coisas de Deus, evangelizava, cantava no coral, paticipava de atividades em retiro, culto de jovens, orações e muito mais. O mais interessante de tudo isso é que era incansavél, sempre que havia alguma atividade na igreja eu era parte da equipe com que contava o pastor; no louvor, ornamentação do templo dentre outras em qualquer destas àreas lá estava dando uma força. Em épocas de eventos saía do templo as 18:30h, e as 19:20h já estava de volta para o culto.
Uma coisa me chama a atenção quando começo a lembrar dessa época; Fazia tudo isto sem receber um centavo, e fazia com alegria e amor. Não consseguia ver obstáculos nem dificuldades em qualquer tarefa que surgisse, ao contrário, um sorriso enorme estava sempre estampado no meu rosto.
Mais de onde vinha tanta disposição? Tanta força de vontade? Impolgação? Seria da juventude onde abriga todo vigor do ser humano? Da Igreja que era mais avivada que as outras? Dos estimulos pastorais ? A resposta é, NÃO! Não vinha destas coisas.
Lembro-me ainda que nesta época, conhecir uma garota, uma jovem que congregava conosco, este conhecimento se aprofundou a ponto de nos tornar-mos enamorados, tempos mais tarde, descobrir ser este o combustivel de tamanha disposição.
Que momento fantástico, todo culto era magnífico. Mas um dia, aquele momento exuberante na minha vida juvenil acabara. E aí, fora como se jogasem um balde de agua sobre o fogo,... Todos que se aproximasem de mim ouviriam minhas lamurias, - a culpa é dela! Já naõ estava mesmo afim! E por aí a fora.... o que jamais fazia, era admitir que o problema era eu.
Foi neste momento, quando já não era mais agradável está nos cultos, que comecei a cogitá a possibilidade de mudar de cidade, mudar de bairro e por fim de igreja. Que cena mais desalentadora era aquela, chegar as reuniões e perceber que já não era a mesma coisa, a palavra não era tão boa, não tinha o mesmo sabor, sem contar que demorava uma eternidade para terminar. Realmente não havia mais nada interessante para mim, a paixão tinha ido embora.
Relembre que a paixão não nos deixa importar com os espinhos, pôs estamos encantados com a beleza da rosa. No entanto, quando vai embora, tudo se torna despresivel, sem valor.
Lembra-se como começou seus primeiros dias como líder? Que empolgação! que intusiasmo! - onde foram? – O que aconteceu com eles? A resposta é simples, tudo aquilo era resultado do desejo, do amor, da expectativa que você tinha com relação a sua carreira profissional. No inicio você não conseguia ver os labores de um líder, mas sim, os seus privilégios, era ali que sonhava está, fazia planos, buscava seus objetivos em qualquer circunstâcias, era a paixão latente em seu coração que falava mais alto; não tinha como ouvir outra coisa além do alvo que se tinha proposto.
Mas agora, como você se sente? Tens perdido a esperança, as expectativas de dias melhores em sua carreira estão se esvaindo? Aconselho-te algo muito especial, torna a apaixonar-se pelo ministério que Deus te deu, apaixone-se pela Igreja que pastoreia ou congrega, retoma ao primeiro amor é isto que a Biblia já nos admoesta a tempos (Ap 2.5).
A paixão é definida pelos estudiosos como: “um forte sentimento que se pode tomar a ter mesmo como uma patologia provinda do amor.” Dizem ainda: “Manifestada a paixão em devida circunstância, o individuo tende a ser menos racional, priorizando o instinto de possuir o objeto que lhe causou o desejo. Sendo assim, o apaixonado pode transceder seus limites no que tange a razão e em situações extrema beira a obsessão.”
            Só após observarmos estas definições, que podemos ter uma breve compreenção das expressões do Apóstolo Paulo, escrevendo aos irmãos em Corinto. Disse ele: “De fato, a mensagem da morte de Cristo na cruz é loucura para os que estão se perdendo; mas para nós, que estamos sendo salvos, é o poder de Deus”. “Mas nós anunciamos o Cristo crucificado – uma mensagem que para os judeus é ofensa e para os não-judeus é loucura.” Creio que a maneira impetuosa e confiante do Apóstolo anunciar o evangelho, seu desejo de ver sua mensagem sendo compreendida e a entrega naquilo que fazia, despertava nas pessoas este sentimento.
            O Apóstolo não estava louco, sua mensagem não é resultado de uma insanidade mental. Talvez o chamassem de louco por terem ouvido Sócrates falar da loucura profética, onde os deuses possuiam o corpo do homem o qual chamavam de oráculo. Mas, o que Paulo tinha, era amor ardente por aquilo que fazia. Apaixone-se por sua vocação e serás motivado.

Um comentário:

  1. Meu querido, como sempre trazendo palavras de inspiração para o nosso dia-a-dia, um grande abraço.

    ResponderExcluir